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Lula quer mostrar a Trump queda do desmatamento

ResumoLula, presidente do Brasil, afirmou em evento do MTST que enviará a Donald Trump os dados do Inpe sobre a queda de 36,87% no desmatamento da Amazônia. A medida busca rebater as justificativas do tarifaço americano, apresentando evidências concretas de redução ambiental. A informação oficial do Inpe sustenta o argumento brasileiro contra as tarifas comerciais.

Em evento do MTST, Lula disse que enviará a Donald Trump os dados mais recentes do Inpe sobre a queda de 36,87% no desmatamento da Amazônia, rebatendo justificativas do tarifaço.

Bianca Reuter Camargo
Por Bianca Reuter CamargoEditora de Fact-Checking
Brasília · 10 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Lula quer mostrar a Trump queda do desmatamento

Lula quer mostrar a Trump números de queda do desmatamento na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (8), em São Paulo, que enviará ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os dados mais recentes sobre a queda do desmatamento na Amazônia. A declaração foi feita durante encontro do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Taboão da Serra.

Segundo Lula, entre os argumentos usados pelo governo estadunidense para justificar o tarifaço contra o Brasil estava o desmatamento ilegal. Ele disse ter preparado os números para rebater essa justificativa.

O que Lula disse sobre os números do desmatamento

"Fiz questão de tirar fotografia dos números porque, para os Estados Unidos, nesse novo tarifaço que fizeram para o Brasil, um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump. Pra ele saber que quem o informou não informou sobre a verdade", afirmou o presidente.

A fala foi registrada em evento do MTST, movimento ligado a causas sociais e habitacionais. Lula não detalhou quando nem como os dados serão enviados ao presidente americano.

Os dados do Inpe: queda de 36,87% no desmatamento

Os números que Lula quer mostrar vêm do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados foram apresentados na sexta-feira (7) e indicam queda de 36,87% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Esse é o menor valor desde 2016, quando a série histórica começou. A redução é medida em comparação com o período anterior, de agosto de 2024 a julho de 2025.

O Inpe é o órgão oficial responsável pelo monitoramento por satélite da floresta. Os dados são usados pelo governo federal para acompanhar a destruição da vegetação nativa em tempo quase real.

Por que os números importam na relação com os EUA?

A declaração de Lula ocorre em um contexto de tensão comercial. O governo dos EUA, liderado por Trump, anunciou tarifas sobre produtos brasileiros, o chamado tarifaço. Um dos motivos citados foi a suposta falta de cuidado com o desmatamento.

Lula reagiu com os dados oficiais. Ao mostrar a queda de 36,87%, ele busca contrapor a narrativa de que o Brasil não estaria agindo para proteger a Amazônia.

Especialistas em relações internacionais costumam apontar que dados ambientais são usados como moeda de barganha em negociações comerciais. Nesse caso, o governo brasileiro tenta usar números oficiais para desmontar um dos argumentos do tarifaço.

O que ainda não se sabe sobre o envio dos dados

Ainda não há informação oficial sobre o canal de envio dos números a Trump. Não se sabe se será uma carta formal, um documento diplomático ou uma mensagem direta. O Itamaraty não se pronunciou sobre o assunto até o momento.

Também não há detalhes sobre quais recortes dos dados serão enviados. Lula falou em "preparar os números", mas não especificou se incluirá outros biomas ou apenas a Amazônia.

O impacto para quem acompanha o debate ambiental

Para quem acompanha o noticiário ambiental, a fala de Lula reforça uma estratégia recorrente: usar dados oficiais como escudo contra críticas internacionais. A queda de 36,87% é um número expressivo, mas a série histórica curta, desde 2016, limita comparações de longo prazo.

O desmatamento na Amazônia ainda é um desafio. Mesmo com a queda, a floresta perdeu área no período medido. Os dados do Inpe mostram tendência de redução, mas não zeramento do problema.

Em conversas com fontes do setor, é comum ouvir que números oficiais são bem-vindos, mas que a política ambiental precisa ser consistente para manter a credibilidade internacional.

Perguntas Frequentes

Lula realmente vai mandar os dados para Trump?

Sim. O presidente afirmou publicamente, em evento do MTST, que preparará os números e os enviará a Donald Trump. A declaração foi feita neste sábado (8) em Taboão da Serra, São Paulo.

Qual é a queda do desmatamento segundo o Inpe?

O desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do Inpe. É o menor valor desde 2016.

Por que Trump está envolvido nessa discussão?

O governo dos EUA citou o desmatamento ilegal como um dos motivos para aplicar tarifas sobre produtos brasileiros. Lula quer mostrar que os dados oficiais contradizem essa justificativa.

O que é o tarifaço?

É o conjunto de tarifas de importação anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos de vários países, incluindo o Brasil. O desmatamento foi um dos argumentos citados para a medida.

Os dados do Inpe são confiáveis?

O Inpe é o órgão oficial de monitoramento por satélite do Brasil. Os dados do Deter são amplamente usados por governo, pesquisadores e imprensa para acompanhar o desmatamento em tempo real.

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