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MJ detalha operação para desarticular ataques a Brasília

ResumoO Ministério da Justiça e Segurança Pública detalhou a Operação Rede Interrompida, que desarticulou um grupo planejando ataques violentos em Brasília. Oito mandados foram cumpridos em cinco estados, com apreensão de manuais de explosivos e plantas do Palácio do Planalto. A ação visa prevenir atentados contra instituições federais.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública detalhou a Operação Rede Interrompida, que desarticulou um grupo que planejava atos violentos em Brasília. Oito mandados foram cumpridos em cinco estados, com apreensão de manuais de explosivos e plantas do Palácio do Planalto.

Osmar Pereira da Mata
Por Osmar Pereira da MataColunista de Política Externa
Brasília · 05 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
MJ detalha operação para desarticular ataques a Brasília

MJ detalha operação para desarticular ataques a Brasília

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou nesta terça-feira (4) os resultados da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo que planejava atos violentos na capital federal. A investigação, iniciada na primeira quinzena de junho, monitorou conversas em grupos abertos do Telegram e resultou em oito mandados de busca e apreensão cumpridos em cinco estados.

O que foi a Operação Rede Interrompida?

A operação nasceu de um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), que identificou conversas em grupos abertos da plataforma Telegram. Os suspeitos discutiam planejamento de atos violentos em Brasília, incluindo invasões a prédios públicos da Esplanada dos Ministérios e do Supremo Tribunal Federal, no período eleitoral de outubro, além de atentado a bomba durante debates eleitorais. Nas mensagens analisadas, não havia menção direta a autoridades.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Senasp, Anchieta Nery, afirmou que o caso não tratava apenas de opiniões nas redes sociais: "[Houve] sim a própria intolerância e planejamento de atos severos de violência. Por isso, havia a necessidade de uma atuação rápida e integrada para que não tivesse a possibilidade de ocorrer qualquer sinistro."

Como a investigação foi conduzida

A PCDF contou com apoio das forças policiais de cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, explicou que as polícias estaduais participaram ativamente monitorando os alvos e localizando endereços.

Entre os materiais apreendidos estão manuais para fabricar explosivos, mapas da região central de Brasília, de ministérios e a planta baixa do Palácio do Planalto, classificados pelos investigados como alvos primários.

O chefe da PCDF destacou que o objetivo foi identificar precocemente processos de radicalização e intervir antes da consolidação dos episódios violentos: "Destaco a proteção dos cidadãos, das autoridades, do patrimônio público e do patrimônio particular de Brasília e do Distrito Federal, que sempre aparece como alvo e destino dessas tentativas e práticas violentas."

Perfil dos investigados

O coordenador de inteligência da PCDF, delegado Maurílio Coelho, detalhou que, inicialmente, o objetivo era apenas o cumprimento de mandados de busca e apreensão, sem prisões. "A investigação optou por não pedir a prisão dos investigados."

Os oito investigados têm entre 19 e 31 anos, com predominância da faixa dos 19 aos 25, atuam em diferentes áreas profissionais ou estão desempregados. Nenhum possui antecedentes criminais, e os membros não se conhecem pessoalmente, apenas pela internet. Além de recrutar novos integrantes, as conversas serviam para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.

O papel do MJSP e a dimensão do extremismo digital

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o laboratório teve papel essencial na produção de inteligência para compartilhar informações com os órgãos competentes: "O Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpriu seu papel de articulador nacional, promovendo a cooperação interfederativa, compartilhando informações estratégicas e coordenando esforços para que a União e os estados atuassem como um único sistema de proteção da sociedade."

A secretária Nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, classificou o combate ao ódio e à aversão às mulheres nas redes sociais como um dos maiores desafios atuais do país. Ela ressaltou a mobilização inédita do Pacto Brasil contra o Feminicídio, que une Executivo, Legislativo e Judiciário, e detalhou as quatro frentes da Estratégia Nacional Mulher Segura: "O Sistema Integrado Mulher Segura fortalece uma atuação com inteligência e estratégia no âmbito das unidades federativas. As duas operações de hoje nos dão a dimensão da importância desse trabalho integrado das polícias."

Perguntas Frequentes

O que foi apreendido na Operação Rede Interrompida?

Foram apreendidos manuais para fabricar explosivos, mapas da região central de Brasília, de ministérios e a planta baixa do Palácio do Planalto, locais classificados como alvos primários pelos investigados.

Quantas pessoas foram presas na operação?

Nenhuma prisão foi realizada neste primeiro momento. A investigação optou por não pedir a prisão dos investigados, cumprindo apenas oito mandados de busca e apreensão.

Quem são os investigados?

São oito pessoas com idades entre 19 e 31 anos, sem antecedentes criminais, que não se conheciam pessoalmente e atuavam em diferentes áreas profissionais ou estavam desempregados.

Como a operação foi deflagrada?

A investigação começou a partir de um relatório do Ciberlab da Senasp/MJSP, que monitorou conversas em grupos abertos do Telegram. A PCDF contou com apoio das polícias de cinco estados.

O que os investigados planejavam?

Segundo a fonte, o grupo discutia invasões a prédios públicos da Esplanada dos Ministérios e do STF, no período eleitoral de outubro, e atentado a bomba durante debates eleitorais.

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