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TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

ResumoO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar desinformação e uso indevido de inteligência artificial nas eleições. O colegiado terá reuniões mensais e funcionará até 31 de dezembro. A iniciativa visa garantir a integridade do processo eleitoral contra interferências digitais.

O TSE criou nesta sexta-feira (7) o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar o uso indevido de IA e a desinformação na campanha eleitoral. O grupo terá reuniões mensais e funcionará até 31 de dezembro.

Tarcísio Guedes do Amaral
Por Tarcísio Guedes do AmaralAnalista de Políticas Públicas
Brasília · 07 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou nesta sexta-feira (7) o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, um grupo dedicado a monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante a campanha eleitoral. A medida foi anunciada em um momento em que a Corte já havia aprovado, em março, regras específicas para o uso de IA nas eleições gerais de outubro.

O que é o novo conselho do TSE?

O Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional terá a função de assessorar o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, nas ações para manter a normalidade do processo eleitoral. Na prática, o grupo atuará como um braço técnico da Corte, com reuniões mensais e previsão de funcionamento até 31 de dezembro.

Profissionais de diversas áreas vão compor o grupo, incluindo especialistas em tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública. Os nomes dos participantes ainda não foram escolhidos pelo TSE, o que indica que a composição final deve ser anunciada nas próximas semanas.

Regras de IA aprovadas em março

O contexto do novo conselho vem das normas aprovadas pelo TSE em março, que estabelecem limites claros para o uso de inteligência artificial durante as eleições. As regras valem para candidatos e partidos, e um dos pontos centrais é a proibição de que provedores de IA permitam, mesmo quando solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

O objetivo, segundo a Corte, é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. Ou seja, a preocupação não é apenas com o conteúdo gerado por IA, mas com a capacidade de esses sistemas influenciarem o comportamento do eleitor de forma não transparente.

Combate à misoginia digital

Além das regras sobre IA, o TSE também endureceu o combate à misoginia digital. Ficou proibida a postagem, nas redes sociais, de montagens envolvendo candidatas, bem como fotos e vídeos com nudez e pornografia. A medida busca proteger candidatas de ataques que historicamente afastam mulheres da política.

A Corte eleitoral também reafirmou a responsabilidade dos provedores de internet: eles poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários. É uma sinalização clara de que a moderação de conteúdo não é opcional durante o período eleitoral.

Calendário das eleições de outubro

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando os eleitores escolherão deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro, exclusivamente para os cargos de governador e presidente. A regra é conhecida: os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

O que esperar da atuação do conselho

Com reuniões mensais e um horizonte de atuação até o fim do ano, o conselho deve funcionar como um observatório de riscos. A integração de especialistas de áreas tão distintas, de segurança pública a saúde pública, sugere que o TSE quer uma leitura ampla dos fenômenos que podem contaminar o debate eleitoral.

A pergunta que fica é: como essas recomendações serão convertidas em ações concretas? O histórico recente da Corte, com regras duras sobre IA e responsabilização de plataformas, indica que o conselho pode ter papel ativo na fiscalização, não apenas consultivo.

Para candidatos e partidos, o recado é direto: o uso de IA será observado de perto, e as consequências de violações já estão desenhadas. Para o eleitor, a promessa é de um processo mais limpo, com menos ruído digital e mais segurança na escolha.

Perguntas Frequentes

Quando o conselho começa a funcionar?

O conselho foi criado nesta sexta-feira (7) e terá reuniões mensais, com previsão de funcionamento até 31 de dezembro.

Quem participa do conselho?

Profissionais de diversas áreas, incluindo tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública. Os nomes ainda não foram escolhidos pelo TSE.

O que é proibido em relação à IA nas eleições?

Os provedores de IA estão proibidos de sugerir candidatos para votar, mesmo quando solicitados pelos usuários. A regra vale para candidatos e partidos.

O que o TSE decidiu sobre misoginia digital?

O TSE proibiu postagens com montagens envolvendo candidatas e fotos ou vídeos com nudez e pornografia.

Quando será o primeiro turno das eleições?

O primeiro turno será em 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário, em 25 de outubro, para governador e presidente.

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