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Rio de Janeiro funde secretarias de Agricultura e de Pesca: entenda

ResumoO governo do Rio de Janeiro fundiu as secretarias de Agricultura e de Pesca em uma única pasta, conforme publicação em Diário Oficial. A medida busca reduzir custos e integrar políticas para o setor primário fluminense. Produtores e entidades do setor reagiram com cautela à fusão.

O governo do Rio de Janeiro anunciou a fusão das secretarias de Agricultura e de Pesca, criando uma única pasta. A medida, publicada em Diário Oficial, visa reduzir custos e integrar políticas para o setor primário fluminense. Produtores e entidades do setor reagem com cautela.

Osmar Pereira da Mata
Por Osmar Pereira da MataColunista de Política Externa
Brasília · 15 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Rio de Janeiro funde secretarias de Agricultura e de Pesca: entenda

O governo do estado do Rio de Janeiro anunciou a fusão das secretarias de Agricultura e de Pesca, unificando as duas pastas em uma única estrutura administrativa. A decisão, publicada em Diário Oficial, elimina cargos de comando e funde orçamentos, com o objetivo declarado de reduzir custos e integrar políticas para o setor primário fluminense. A medida foi recebida com cautela por produtores e entidades do setor, que aguardam os desdobramentos práticos para o dia a dia da pesca e da agricultura no estado.

A fusão das secretarias de Agricultura e de Pesca no Rio de Janeiro representa um movimento de reorganização administrativa que ecoa práticas de outros estados e do governo federal, onde pastas com escopo semelhante já foram unificadas em momentos de ajuste fiscal. O decreto, assinado pelo governador, extingue a Secretaria de Estado de Agricultura e a Secretaria de Estado de Pesca, criando a Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca. A medida entra em vigor imediatamente.

Os motivos por trás da fusão

A justificativa oficial do governo fluminense para a unificação é a busca por eficiência administrativa e a redução de despesas com cargos comissionados e estrutura física. Em um contexto de restrição orçamentária, a fusão de secretarias com atribuições correlatas é uma estratégia comum para enxugar a máquina pública.

Impacto orçamentário

Segundo o decreto, a fusão elimina cargos de secretário, subsecretário e chefias intermediárias, além de fundir contratos de aluguel, serviços e fornecedores. A economia esperada não foi detalhada em números no texto oficial, mas a medida se alinha a cortes anteriores no funcionalismo estadual. O governo do Rio de Janeiro já havia promovido reformas administrativas em anos anteriores, como a fusão de secretarias de Fazenda e de Planejamento em 2023.

Reações do setor produtivo

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Faerj) manifestou preocupação com a fusão, temendo que a pesca, setor historicamente menor e com demandas específicas, perca espaço na nova estrutura. A entidade defende que a pesca artesanal e industrial fluminense, que responde por cerca de 30 mil empregos diretos, segundo dados da própria federação, precisa de atenção dedicada.

O que dizem os produtores

Produtores rurais da região Serrana e do Norte Fluminense, ouvidos pela imprensa local, avaliam que a fusão pode ser positiva se resultar em menos burocracia e mais integração de políticas, mas alertam para o risco de descontinuidade de programas específicos, como os de assistência técnica à agricultura familiar e de fiscalização da pesca predatória.

Histórico de fusões no estado

O Rio de Janeiro não é pioneiro nesse tipo de unificação. Em 2019, o governo federal fundiu os ministérios da Agricultura e da Pesca sob o guarda-chuva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A experiência federal, avaliada por especialistas, mostrou ganhos de eficiência na formulação de políticas, mas também críticas sobre a perda de foco em temas específicos da pesca.

fusão de ministérios no governo federal

O caso de outros estados

Estados como São Paulo e Bahia mantêm secretarias separadas para agricultura e pesca, enquanto outros, como o Pará, já unificaram as pastas. A escolha do modelo depende da relevância econômica de cada setor na região. No Rio de Janeiro, a agricultura representa cerca de 2% do PIB estadual, enquanto a pesca tem peso menor, mas relevância social e cultural em comunidades litorâneas.

O que muda para o produtor rural e o pescador

Na prática, a fusão significa que o produtor rural e o pescador passarão a tratar com um único órgão para questões como licenciamento, assistência técnica, crédito rural e fiscalização. A expectativa é que a centralização simplifique o acesso a serviços, mas há o risco de filas e lentidão se a nova secretaria não conseguir atender a demandas tão distintas.

Canais de atendimento

A nova secretaria manterá os canais de atendimento já existentes, mas com unificação de telefones e endereços. O governo prometeu que não haverá demissão de servidores concursados, apenas remanejamento. Os cargos comissionados, no entanto, serão cortados.

Perguntas Frequentes

A fusão já está valendo?

Sim. O decreto foi publicado em Diário Oficial e entra em vigor imediatamente, com a nova secretaria assumindo as atribuições das antigas pastas.

Vai haver demissão de servidores?

Não. O governo afirmou que servidores concursados serão remanejados para a nova estrutura. Apenas cargos comissionados serão extintos.

A pesca vai perder prioridade?

Entidades do setor temem que sim, mas o governo afirma que a integração vai fortalecer as políticas para o setor. O acompanhamento prático dirá.

O que acontece com os programas em andamento?

Os programas de assistência técnica, crédito e fiscalização serão mantidos, mas podem passar por reavaliação para se adequar à nova estrutura.

Há precedente de fusão semelhante no Brasil?

Sim. O governo federal unificou as pastas em 2019, e estados como Pará e Mato Grosso do Sul já adotaram modelo similar.

O que está em jogo para a imagem do Rio de Janeiro

Para além do ajuste fiscal, a fusão das secretarias de Agricultura e de Pesca projeta uma imagem de modernização administrativa para investidores e organismos multilaterais. O estado, que passou por recuperação fiscal após a crise de 2016, sinaliza com a medida que mantém o compromisso com o equilíbrio das contas. No entanto, a reação dos produtores e a eficácia da nova estrutura serão observadas de perto por outros entes federativos que cogitam reformas semelhantes.

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